Evangelho Segundo o Espiritismo Cap. 2– O Ponto de Vista

A análise de Kardec é perfeita sobre os diversos ângulos que o mesmo ponto dá a cada um e conforme a sua maneira de interpretar e entender o que vê e como será a vida futura.

“Para aquele que se coloca, pelo pensamento, na vida espiritual, a vida corporal não é mais do que rápida passagem, uma breve permanência num país ingrato. A morte nada tem de pavoroso, não é mais a porta do nada, mas a da libertação, que abre para o exilado a morada da felicidade e da paz. Pela simples dúvida sobre a vida futura, o homem concentra todos os seus pensamentos na vida terrena. Incerto do porvir dedica-se inteiramente ao presente. Não entrevendo bens mais preciosos que os da terra, ele se porta como a criança que nada vê além dos seus brinquedos e tudo faz para os obter sob o ponto de vista da vida terrena, em cujo centro se coloca tudo se agiganta ao seu redor. O mal que o atinge, como o bem que toca aos outros, tudo adquire aos seus olhos enorme importância.

É como o homem que, dentro de uma cidade, vê tudo grande em seu redor: os cidadãos eminentes como os monumentos; mas que, subindo a uma montanha, tudo lhe parece pequeno. Assim acontece com aquele que encara a vida terrena do ponto de vista da vida futura: a humanidade, como as estrelas no céu, se perde na imensidade ele então se apercebe de que grandes e pequenos se confundem como as formigas num monte de terra; que operários e poderosos são da mesma estatura; e ele lamenta essas criaturas efêmeras, que tanto se esfalfam para conquistar uma posição que os eleva tão pouco e por tão pouco tempo."O ponto de vista da vida futura nos incentiva a construir hoje para possuir paz amanhã; a entender as injustiças aparentes e perde-se o desejo obsessivo de termos tudo na vida presente. Aceitar a dor sem desequilíbrios a visão da morte não será mais aterradora "apenas uma porta que permite entrarmos na vida espiritual", assim como foi colocado no começo deste texto.Para encerrar essa mensagem gostaríamos de apresentar o livro Os Mortos Nos Falam escrito pelo Padre François Brune, já em 2ª edição e que teve imensa repercussão quando lançado aqui no lado ocidental do mundo.

É o autor que diz- Escrevi este livro para tentar derrubar o espesso muro de silêncio, de incompreensão, de ostracismo, erigido pela maior parte dos meios intelectuais do ocidente. Para eles dissertar sobre a eternidade é tolerável; dizer que se pode entrar em comunicação com ela é considerado insuportável.

Podemos assim avaliar um outro ponto de vista, o de um padre que afirma em seu livro no início do 3º capítulo: - Todos os cemitérios estão vazios. Isto nunca será repetido o bastante. Mais exatamente: os túmulos não contêm mais do que velhas vestimentas em processo de decomposição.


Bibliografia Evangelho Segundo o Espiritismo, Kardec, Allan
Os Mortos Nos Falam, Brune, Pe. François Charles Antoine