Allan Kardec

Allan Kardec

Allan Kardec

Hippolyte Léon Denizard Rivail, esse é o verdadeiro nome de Allan Kardec, que nasceu em Lion na França no dia 3 de Outubro de l804. Em tenra idade revelou uma inteligência brilhante, inclinando-se para as ciências e para assuntos filosóficos.

Foi aluno de Pestalozzi, no Instituto de Yverdon (Suíça), uma das mais renomadas escolas da época, cercado por colegas tão brilhantes como ele. Em seus momentos de descanso o futuro Codificador do Espiritismo aos 14 anos ensinava o que aprendia aos seus colegas menos adiantados. Essa particular atenção para os problemas educacionais chamou a atenção de Pestalozzi, o que lhe conquistou a simpatia e admiração. Conquistou diversos diplomas e tornou-se membro de diversas Sociedades e Institutos durante sua carreira de professor e diretor de colégio. A sua postura pedagógica o fazia um pesquisador de extrema erudição. Viveu numa época em que os estudos baseavam-se no empirismo e essa herança de formação foi primordial para, no futuro, o trabalho da Codificação ser realizado, notadamente em seu tempo.

Inúmeras pessoas dizem que Kardec era médico, mas acreditamos que este equívoco tenha sido causado por sua formação humanista. Na verdade, não há registros oficiais que garantam que ele tenha cursado medicina.

 

Kardec e o Espiritismo

Homem de espírito empírico, ligado ao pensamento racional vigente em sua época Rivail ao entrar em contato pela primeira vez com os fenômenos espirituais procurou observar-lhes as características lógicas.

Não poderia ser diferente quando um amigo, Sr. Fortier, lhe revela que em certa casa as mesas não eram apenas girantes, mas também falantes. A primeira reação de Rivail foi constatar a veracidade do fato.

Ele era profundo conhecedor do Magnetismo e, como outros observadores e magnetizadores, acreditava que os fenômenos eram apenas manipulação de fluido magnético.

Quando frente a frente com os fatos o perspicaz professor logo observou com seriedade o que muitos utilizavam como passatempo.

Fruto de suas árduas pesquisas e profundo estudo esse extraordinário pesquisador concluiu que a causa inteligente por trás daqueles fenômenos era os espíritos dos que já haviam partido, deduzindo, assim, as leis que regem esses fenômenos. A partir daí, trouxe todo um corpo de doutrina, explicitado na Filosofia Espírita, plena de conhecimento superior, esperanças e consolações.

Com essa percepção, Rivail, futuro Allan Kardec, passou a frequentar inúmeras reuniões, levando perguntas sistematizadas sobre diversos problemas às quais os Espíritos respondiam com “precisão, profundeza e lógica”. Em casa do Sr. Roustan, 30 de abril de 1856, a médium Japhet lhe transmitiu a primeira revelação positiva da missão que teria de desempenhar. Humildemente Kardec recebeu uma página do Espírito de Verdade que lhe confirmava as dúvidas de ter sido escolhido para tão grandiosa missão: “Confirmo o que foi dito, mas recomendo-te discrição, se quiseres sair-te bem. Tomarás mais tarde conhecimento de coisas que podes triunfar, como podes falir. Neste último caso, outro te substituiria, porquanto os desígnios de Deus não assentam na cabeça de um homem.”

Segue-se o trabalho e em 18 de abril de 1857 é finalmente lançado O Livro dos Espíritos contendo a base para a Doutrina Espírita, as Leis Morais, Esperanças e Consolações.

 

O surgimento de Allan Kardec

“No momento de publicá-lo” – diz Henri Sausse, biógrafo de Kardec – “o autor ficou muito embaraçado em resolver como assinaria, se com o seu nome – Hippolyte Léon Denizard Rivail, ou com um pseudônimo.

Sendo seu nome muito conhecido no mundo científico, em virtude dos seus trabalhos anteriores e podendo originar equívocos, talvez até mesmo prejudicar o êxito do empreendimento, ele adotou o conselho de passar a assinar com o nome de Allan Kardec, nome que, segundo lhe revelara um espírito, ele tivera no tempo dos Druidas.”

Nos seus últimos anos de vida, Kardec tornara-se um homem universal – segundo o Sr. André Moreil (La Vie et l´Oeuvre d´Allan Kardec, Paris, 1961).

Em preparativos para mudança de residência, em 31 de março de 1869, aos 65 anos incompletos, é vítima de um aneurisma que o leva ao desenlace.

Em seu enterro, no Cemitério de Montmartre, dentre outros oradores, o astrônomo Camille Flammarion destacou a contribuição de Allan Kardec para o mundo científico e filosófico.

Atualmente, os despojos mortais de Kardec podem ser encontrados no centro do monumento druida no Cemitério Père-Lachaise, em Paris.

 

Livros

Após o lançamento de O Livro dos Espíritos (1857) seguiram-se outros:

Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas – O que é Espiritismo – Carta sobre o Espiritismo – O Livro dos Médiuns (1861) – O Espiritismo na sua expressão mais simples – Viagem Espírita em 1862 - Resposta à mensagem dos Espíritos Lioneses por ocasião do Ano Novo – Resumo da Lei dos Fenômenos Espíritas, ou Primeira Iniciação – Imitação do Evangelho Segundo o Espiritismo, daí originando O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864)- Coleção de composições inéditas extraídas de O Evangelho Segundo o Espiritismo – A Gênese (1868) – O Céu e o Inferno (1865) – Coleção de Preces espíritas – Estudo acerca da poesia medianímica – Caracteres da Revelação Espírita – Obras Póstumas (1890) – Revista Espírita.

 

Bibliografia

Grandes Espíritas do Brasil – 53 biografias- de Zêus Wantuil (organizador) – 1ª edição – FEB



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