Tipos de Famílias e Espiritismo

Tipos de Famílias e Espiritismo

TIPOS DE FAMÍLIAS E ESPIRITISMO

por Julio Sena (@coachingespirita), nosso colaborador expositor e no Geração Jovem

 

Já pensou estar num lugar onde o bem prevaleça sobre o mal? Onde as doenças vão cessar? Onde as dores vão se acalmar? Viver em um planeta de Regeneração é algo que todo espírita quer.

Eu também quero! Mas para isso nós precisamos realizar um caminho reverso. Ou seja, pensar no que e como devemos fazer para chegar na tão sonhada Regeneração. Pra começar, esse é um processo coletivo, depende da sociedade deste planeta para acontecer. Mas mudar uma sociedade inteira é muito difícil.

Então vamos para um núcleo menor. O grupo de pessoas que formam cada país. Ali há um pouco mais de similaridades (ainda que seja apenas o idioma!). Mas mesmo assim, ainda continua sendo um processo difícil, certo?

As coisas começam a ficar um pouco mais claras quando passamos para outro pequeno núcleo, que vive nas cidades, nos Estados, nos países: A família! Emmanuel é muito claro em sua mensagem no livro Vida e Sexo quando diz que “de todas as associações existentes na Terra, excetuando, naturalmente, a Humanidade – nenhuma delas, talvez, é mais importante, em sua função educadora e regenerativa, do que a constituição da família.”

A família é o lugar onde reencontramos os espíritos que nos são simpáticos e que já tivemos contato em outras vidas. Mas também é onde nos deparamos com aqueles que são antipáticos, nos fazendo exercitar (e muito!) a tão falado reforma íntima. Na terceira obra de Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, vamos entender que existem dois tipos famílias: as que tem laços espirituais e as que tem apenas laços corporais.

Porém, em pleno século XXI, estamos nos deparando diariamente com diversas formações familiares. Essa realidade traz à tona o termo “famílias modernas”, já que muitas delas fogem dos padrões existentes nas últimas décadas.

Está cada vez mais difícil encontrar uma família “tradicional”, formada por pai, mãe e filhos, como havia há alguns anos. No CENSO de 2015, esse tipo de família representava 43% da sociedade. Valor inferior aos 58% registrados em 2005. Mais do que isso, os papéis dentro de casa se transformaram. Em 45% dos lares brasileiros a principal fonte de renda vem da mulher.

Se por um lado a família dita “tradicional” diminui, os lares com mães solteiras tem aumentado cada vez mais. Esse grupo já representa 26% da sociedade brasileira. Quando a situação é inversa, são apenas 3% de famílias formadas por pai e filhos. E ainda temos alguns outros grupos bastante representativos em nosso país, como o dos casais que não tem filhos por opção (20%), as famílias reconstituídas, ou seja, com filhos de outros casamentos (16,4%), as pessoas que moram sozinhas (14%) e as famílias homoafetivas (sem dados concretos, mas com o número de 58 mil casais declarados).

O que esses números querem nos dizer? Que os desafios crescem à medida em que as famílias se tornam diversas. As relações se tornam conflituosas, muitas vezes até perigosas, como nos casos de feminicídio que tem aumentado, infelizmente. Sem contar os inúmeros casos de abandono, homofobia e disputas por heranças. E a grande dúvida que paira sobre nossas cabeças é: Como vamos alcançar a Regeneração enquanto tudo isso continua a acontecer?

Para que isso tudo aconteça da maneira mais saudável e positiva possível, chegamos no último núcleo de mudança da sociedade: você!

Nós, como seres únicos na criação somos parte fundamental para a chegada da Regeneração, e o melhor lugar para praticar os comportamentos regenerados é no grupo familiar. Quando a família começa a se equilibrar, o mesmo é refletido na sociedade. Uma sociedade mais equilibrada dá passos largos rumo à Regeneração.

Então o convite que a Doutrina Espírita nos faz não poderia ser mais consolador: comece a mudança em você! O reflexo da sua melhora vai ter impacto nas pessoas mais próximas a você. Elas poderão seguir seu exemplo e impactarem outras tantas pessoas. Quando todos começarem esse movimento interno, então haverá uma grandiosa mudança no planeta. Mas tudo começa em você, em mim e em cada pessoa que está vivendo essa experiência encarnatória.

O tipo de família se torna irrelevante quando estamos focados em sermos pessoas melhores. Um casal que opta por não ter filhos pode ser muito útil para o mundo dedicando sua vida a um projeto de apoio à sociedade. Pais separados podem oferecer amor, cuidado e educação para seus filhos, sem que a distância destrua seus vínculos. Um casal de homossexuais pode ensinar importantes valores de respeito, aceitação e empatia para seus filhos.

Todas as formações familiares podem ser transformadoras da sociedade se ali houver amor. Se o amor levar ao entendimento de que somos seres ainda em evolução e que erramos. Se essa afirmação nos fizer perdoar aquela pessoa que no fundo nos ama profundamente. E se depois de tudo isso, formos capazes de enxergar em nós e no outro a luz da criação de Deus, que veio para a Terra para brilhar e iluminar os que estão ao redor.

            “Qual seria, para a sociedade, o resultado do relaxamento dos laços familiares?”, pergunta Kardec em O Livro dos Espíritos. “Uma recrudescência do egoísmo”, é a resposta dos Espíritos.

Você pertence à melhor família que poderia ter nessa encarnação. Ela pode ser difícil e talvez você nem se sinta totalmente parte dela. Mas quando entender que ali está sua maior chance de evolução, vai saber que seus pensamentos, palavras e ações para aquelas pessoas podem ser o primeiro passo para a Regeneração do seu coração.

por Julio Sena (@coachingespirita), nosso colaborador expositor e no Geração Jovem

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