Tempo Certo – Renovando Atitudes

Tempo Certo – Renovando Atitudes

TEMPO CERTO – RENOVANDO ATITUDES

Por Geni Vanzo, expositora colaboradora

 O tema a ser abordado hoje é TEMPO CERTO do livro RENOVANDO ATITUDES do espírito HAMMED, psicografado pelo médium FRANSCISCO DO ESPÍRITO SANTO NETO.

Assim como HAMMED iniciou esse capítulo do livro Renovando Atitudes, vamos iniciar relembrando a parábola do Semeador, uma das diversas parábolas por meio das quais o Mestre nos trouxe seus ensinamentos.

Essa parábola nos é narrada por três diferentes apóstolos: Marcos, Mateus e Lucas que nos contam que:

 Certo dia, sentado junto ao mar, numa espécie de barca, Jesus falava a uma multidão que o ouvia na praia, sempre por parábolas, e disse que:

 Um semeador saiu a semear. Quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram-na. Outra parte caiu nos lugares pedregosos, onde não havia muita terra; logo nasceu, porque a terra não era profunda e tendo saído o sol, queimou-se; e porque não tinha raiz, secou-se. Outra caiu entre os espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram. Outra caiu na boa terra e dava fruto, havendo grãos que rendiam cem, outros sessenta, outros trinta por um. Quem tem ouvidos, ouça.» (Mateus 13:1-9)

Mateus dá a sua interpretação da parábola dando a entender que as sementes diziam respeito às palavras de Jesus.

As sementes que caíram ao longo do caminho e foram comidas pelas aves corresponderiam às palavras que foram ouvidas por aqueles que não lhes deram atenção e, por isso, a perderam para o espírito maligno (ou Satanás), segundo Mateus que corresponderia, na parábola, às aves que comeram as sementes.

As sementes que caíram em meio às pedras, onde não havia muita terra, corresponderiam, segundo Mateus, àqueles que recebem as palavras de Jesus com alegria, com entusiasmo, mas, só no primeiro momento, pois, o seu terreno raso e com pedras ainda não permite que as sementes criem raízes dentro dos seus corações, o efeito das palavras duraria somente algum tempo.

Aquelas sementes lançadas entre os espinhos representariam aqueles que recebem as palavras, mas, permitem que a ilusão das riquezas, o orgulho, o egoísmo e outros tantos enganos causados pelo materialismo sufoquem essas palavras que se tornam, então, infrutíferas.

Por fim, aquelas sementes lançadas em solo fértil representariam aqueles que, além de escutar as palavras de Jesus, prestam atenção nelas e permitem que elas se multipliquem, se reproduzam no seu coração, ou seja, que produzam frutos.

 Que tipo de frutos? Aqueles que representam os bons sentimentos, o perdão, o amor para com o semelhante, enfim, aquilo que Jesus queria que entendêssemos, mas, acima de tudo que praticássemos, dos seus ensinamentos.

Mas, o que essa interpretação de Mateus tem a ver com o tempo certo?

Nós podemos entender, quando estudamos a interpretação dada por Mateus à parábola do Semeador, que cada grupo que recebeu as sementes, ou seja, que recebeu as palavras do Mestre de modos diferentes, também se encontravam em momentos evolutivos diferentes.

Os estudiosos do Evangelho dizem que Jesus falava por parábolas para que somente aqueles que estivessem preparados pudesse captar o sentido das suas palavras. E o que quer dizer estar preparado para compreender as palavras de Jesus?

Nada mais é do que ter um nível evolutivo que permita esse entendimento, essa compreensão.

 Isto significa que aquele que já oferece solo fértil para as palavras de Jesus é superior àquele que permite que elas se percam ou sejam sufocadas por ambição ou orgulho?

Vejam, já sabemos que fomos criados simples e ignorantes e que evoluímos paulatinamente, ao longo dos tempos, sempre a caminho da perfeição….sem pressa…..sem prazo!!

Deus não nos dá prazo para evoluirmos! Pelo contrário! Sua infinita justiça e misericórdia respeitam o ritmo de cada um e permitem que cada degrau que consigamos galgar na nossa escala evolutiva, seja uma conquista nossa, seja resultado do nosso próprio mérito!!

E mais que isso, ele não diferencia aquele que perde as sementes que recebeu, daquele que as deixou frutificar! Somos todos seus filhos e todos receberemos as oportunidades de que precisamos para crescermos, para evoluirmos.

Podemos fazer uma analogia com nossa vida prática. Quando somos crianças e temos que ir para a escola, nossos pais já nos matriculam direto na faculdade?

Claro que, ainda analfabetos, não temos maturidade, nem física, nem psicológica ou intelectual para entrarmos na faculdade! Um curso superior requer conhecimentos prévios que somente vamos adquirir passando pelos diferentes níveis de ensino e aprendizagem que compõem a nossa trajetória escolar!

E nossos pais ficam infelizes por isso? Não, pelo contrário! Os pais curtem cada conquista dos seus filhos, desde o aprendizado das primeiras palavras, o diploma do Prezinho, do Fundamental…..e por aí vai!!

 O mesmo acontece conosco que ainda estamos vivendo a nossa infância espiritual! O Pai não nos condena ou absolve, Ele permite que caminhemos com nossas próprias pernas, nos oferecendo todas as oportunidades de que precisamos para alcançar a nossa evolução!

 E aí, podemos nos lembrar daquela afirmativa de Eclesiastes, no Velho Testamento: TUDO TEM SEU TEMPO!!

 E se é assim, TUDO ESTÁ CERTO DO JEITO QUE ESTÁ!! E não admitirmos isto, é permanecer em sofrimento! É sofrer mais do que o necessário para aprendermos, pois tudo o que nos acontece tem um propósito, não é por acaso!

HAMMED, no texto que serviu de base para este estudo – Tempo Certo – nos diz que “na vida, não existe antecipação, nem adiantamento, SOMENTE O TEMPO PROPÍCIO DE CADA UM.

Todos recebemos as sementes do crescimento espiritual a todo instante e cada um de nós receberá e cuidará dessas sementes de acordo com as suas possibilidades, de acordo com estágio evolutivo que já tenhamos alcançado.

 AMMED ainda dá um exemplo se reportando à diversidade de flores com as quais a Natureza nos presenteia. Cada espécie tem seu próprio tempo de florir e, nem por isso, desvalorizamos umas em detrimento de outras, nem por isso deixamos de nos emocionar diante da beleza de cada uma.

Como então deveria ser nossa postura diante daquele nosso irmão que pensa diferente de nós, que interpreta os fatos, as situações de uma maneira diferente da nossa?

Uma postura manifestando compreensão, entendimento de que o outro não pode dar aquilo que ainda não tem ou, ainda, por estar vivendo um momento evolutivo diferente do nosso!

E isso não significa que sejamos mais evoluídos do que o outro! Pelo contrário, na média, estamos todos no mesmo barco, pois se assim não fosse, não estaríamos aqui, aprendendo uns com os outros.

E quem nos garante que nós é quem estamos certos? O certo e o errado dependem das circunstâncias!!

 Além disto, são os conflitos de opinião que nos permitem refletir, que nos permitem aprender!

HAMMED nos diz que “cada ser tem seu próprio “marco evolutivo” nas estradas da vida, e não nos é permitido violentar sua maneira de entender, comparando-o com outros, ou forçando-o com a nossa impaciência para que “cresçam” e “evoluam”, como nós acharíamos que deveria ser. Cada um de nós possui diferenças exteriores, tanto no aspecto físico como na forma de se vestir, de sorrir, de falar, de olhar ou de se expressar. Por que então haveríamos de florescer “a toque de caixa”?

É essa diversidade na evolução dos homens que Jesus quis ressaltar na parábola do Semeador.

Em que estágio nós estamos em relação à semeadura das boas sementes? Que tipo de terreno nós somos? A beira do caminho, o pedregoso, o espinhoso ou o fértil?

Quando paramos para pensar nisso, podemos perceber que oscilamos nesses estágios, de acordo com as situações, o que configura o nosso nível evolutivo atual de “crianças espirituais”!

 Há momentos em que deixamos as sementes da sabedoria escapar, comida pelas aves; para outras sementes, pode ser que ainda apresentemos um entusiasmo inicial, mas, que logo deixemos que elas se percam, porque ainda não oferecemos condições para que elas criem raízes dentro de nós; pode ser que, em algumas situações, ainda deixemos nossa ambição ou nosso orgulho e egoísmo se sobreporem e asfixiarem as sementes do bem; mas, também, é certo que para algumas outras sementes, já conseguimos oferecer um terreno mais fértil para que elas frutifiquem.

 É certo que cada um evoluirá ao seu tempo, mas, cabe a nós abreviar esse tempo, buscando fertilizar o nosso terreno pelo conhecimento e pela prática dos ensinamentos do Mestre.

Não precisamos ter pressa, mas, podemos e devemos aproveitar ao máximo as oportunidades que nos são oferecidas.

 Por Geni Vanzo, expositora colaboradora

REFERÊNCIAS

ESPÍRITO SANTO NETO, Francisco [psicografado] por. Pelo Espírito Hammed. Renovando Atitudes. Catanduva (SP): Ed. Boa Nova, 2018.

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